Mostrar mensagens com a etiqueta A Luz imita a Carrie. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Luz imita a Carrie. Mostrar todas as mensagens

domingo, outubro 28, 2007

E agora, o verdadeiro post «Se acha a sua vida sentimental uma merda, console-se com a alheia»

Há umas semanas, uma das minhas amigas mais favoritas perguntava-me, enquanto agarrava uma almofada ao colo, como é que se passa de uma relação de sexo a uma relação de compromisso.
Acho que lhe respondi que não sei, mas que pressuporia, no caso concreto, interacção mais frequente.

Outra das minhas amigas, surpreendida com presentinhos doces no banco do carro que a ia buscar, terá porventura pensado em compromissos, para lá da relação de sexo. Ou talvez não pensasse ela e só pensasse eu que não se oferecem chocolates a pessoas que só queremos levar para a cama. Desenganem-se: ainda não se sabe se a relação, já «interrompida», se mantém entre-lençóis-mas-só-às-vezes, ou se nos tornámos «só amigos», porque ele, claro, muito magoado da vida, «não quer uma relação». Isto, apesar dos chocolates.

Das memórias do fim de semana, fica-me marcada a ferro a capacidade romântica de um tipinho que passeou toda a noite um cravo no interior da sua lapela, para ofertá-lo depois ao objecto da sua afeição. Objecto de afeição deveras exigente, que logo solicitou flor diferente e de cor especial para o dia seguinte. Ora, trouxe o tipinho a flor de cor estranha e sem espinhos no dia a seguir. Perguntava-me ela se ele estaria a ter os passos certos, se seria «decente», se não seria «cabrão».

O André e a Mariana conheceram-se numa linda noite de discoteca, absolutamente alcoolizados os dois, estou em crer. Beijaram-se logo ali, na primeira noite e em fúria etílica, certamente. Foi há uns bons 3 anos e ainda hoje namoram. Não sei se o André já deu flores à Mariana: chocolates provavelmente não, porque gosta dela magra.

Isto tudo para dizer que não vos sei responder. Porque me parecem as relações sítios onde se pode chegar por muitas estradas possíveis. E, definitivamente, locais de destino com percursos de acesso que é preciso escolher e avaliar com cuidado. Ou seja, nem tomar por mais que «quero-te na minha cama» a oferta de chocolates, nem tomar para nosso um insuportável que nos quer sem comê-los, magras.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)



De qualquer modo, muito boa sorte à menina das flores...
(era impossível não se apaixonar, querida)

Nota: Podem as intervenientes solicitar a eliminação deste post. Peçam, e eu apago. ;) O itálico é, naturalmente, uma parte da Tabacaria.