Eu já sei pôr gasolina.
(Pois, mas ainda não sei limpar o carro.)
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Da série «Trocar a Lizete» (VII)
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Luz
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12:26 a.m.
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Da série «Trocar a Lizete» (VI)
Ligou-me um Telmo Ferreira que não era o verdadeiro.
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Luz
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12:25 a.m.
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Da série «Trocar a Lizete» (V)
Esclarecimentos à navegação:
1) Acho que não gosto muito de carros desde que era pequena e o meu pai me levava para fazer os levantamentos dos troços que ele co-pilotava.
2) Quando era pequena, não tinha medo de fazer peões e os amigos dos rallys do meu pai faziam alguns.
3) Só tive dois carros. O primeiro foi um Renault 5 muito velhinho cor de champanhe, que eu achei pouco dignificante quando tirei a carta. Foi o mais sensato que os meus pais fizeram: no dia em que fui pela primeira vez «à cidade» bati logo numa camioneta das obras muito grande a tirar o carro do estacionamento. O segundo é, naturalmente, a Liz.
4) Não comprei nenhum dos dois: o primeiro, comprou-o o meu pai cá de casa, o segundo comprou-o o meu outro pai, com indicação de modelo e cores proíbidas. Nunca me preocupei nada e os carros sempre apareceram.
5) O meu primeiro namorado costumava lavar-me o carro, por dentro e por fora. (Sim, é ele o responsável pela minha negligência quanto à arrumação e limpeza da minha viatura).
6) Também era ele que metia sempre a gasolina e, no dia em que o despachei, dirigi-me à bomba e pedi a uns rapazes que lá estavam que me enchessem o depósito e, já agora, me ensinassem a pôr gasolininha. Eu devia ter uns 22 anos.
7) Eu não sei mudar pneus e não gosto de stands.
8) A mulher do meu pai tem um vizinho muito prestável, vulgo «o meu Fábio» (da vizinha, entenda-se), que «tem umas mãos de ouro» e vai ver se lá na oficina não há um Polo jeitosinho para mim.
( 9) Os pais fazem muita falta.)
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Luz
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12:09 a.m.
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quarta-feira, dezembro 12, 2007
Da série «Trocar a Lizete» (IV)
«Inês, o C3 é fraquíssimo.»
«Inês, o C3 parece um ovo kinder. Um carro bom para ti era um Polo.»
«- Filha, eu acho que devias comprar um Ibiza branco que está ali num stand.
- Mas pai, eu não quero um carro branco.
- Oh filha, mas qual é a importância do carro ser branco? Queres comprar outro carro por ser bonito e depois sai-te um como o Polo?
- Mãe, eu quero um carro bonito. Deixa-me decidir...»
«-Oh Inês, ando há meses a ouvir-te dizer que vais comprar um carro novo e nada. Mas vais mesmo?»
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11:52 p.m.
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segunda-feira, dezembro 10, 2007
Da série «Trocar a Lizete» (III)
O presidente da câmara municipal de Óbidos também se chama Telmo Ferreira.
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Luz
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7:04 p.m.
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Da série «Trocar a Lizete» (II)
O Telmo Ferreira telefonou-me.
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7:04 p.m.
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sábado, dezembro 01, 2007
Da nova série «Trocar a Lizete»
A Lizete está velha. Com a pintura estragada, alguns riscos, muitos Kms (muito divertidos, alguns deles). Precisa de reforma, em definitivo. Ora, trocar a Liz tem-se revelado um assunto difícil... Porque não tenho, evidentemente, todos os aérios que quereria ou, mesmo tendo, acho complexo derreter as contas poupança numa coisa tão éfemera como um carro. E também me custa imenso vender o carro que o meu pai me deu, quando sei que não voltará a dar-me outro nunca. Finalmente, porque não tenho jeito para negócios, nem para carros. Sei o que são cavalos e potência, mas o meu cérebro já se confunde à menção de itens mais complexos como quantos-cilindros, sistemas de travagem ou a amplitude que roda um volante (isto tem um nome, mas não me lembro). E nenhum dos homens cá de casa parece interessado em poupar-me o esforço da volta a Portugal em stands.
Do primeiro ingresso à standeria, ressalvo:
- O C1 tem uns interiores nim medonhos, mas é girinho, girinho por fora;
- O C3 é maiorizinho e mais bonito por dentro, mas menos girinho por fora.
(O C3 gasta mais um litro aos cem, anda mais ou menos o mesmo e é mais forte a travar. De resto, não sei mais nada das diferenças.)
No entanto, realmente importante é:
- Ninguém pode confiar num vendedor chamado TELMO;
- A situação piora se o segundo nome for Ferreira: Telmo Ferreira?;
- Torna-se impossível confiar nesse vendedor quando ele acha que «vermelhinho» é uma cor gira para carro e quando garante «não estou apertado» quando é enfiado na parte traseira de um C1 muito pequeno e tem 1,78m;
- É ainda mais complicado se o Telmo acrescentar «tenho cara de apertado?» quando os joelhos quase lhe chegam ao queixo.
Por fim, e quanto ao Telmo:
- Não é bom franzir tanto o sobrolho: vai acentuar ainda mais as rugas, que já não estão famosas, num rapaz tão novo;
- A combinação preto/ castanho é medonha e fatinhos desta cor às riscas, medo, medo, medo;
- As camisas pretas são um bocadinho excesso e Excesso («Eu sou aquele que te quer, e mais ninguém»);
- O sapato traficante, entenda-se, quadradinho, já é feio, mas em castanho mel, erm, makes me speechless.
Nota 1: Se eu desparecer nos próximos dias, o Telmo raptou-me e estarei cativa, faminta e repetidamente açoitada por ele, porque leu isto e me apanhou.
Nota 2: Acerca dos homens de fato, nada como um bom ar betinho de calças bejes e balser azul, ou fato azul escuro, ou cinzento. Mau, mau é quando se usa ar betinho sem estar de fato e, pior ainda, é usar ar de betinho sempre,i. e., ir de calças bejes e blaser azul marinho com botão dourado ao Minipreço.
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Luz
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11:11 p.m.
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