quarta-feira, março 31, 2010

O Sabor da Fome (I)

Não consigo parar de pensar em bolo de chocolate com chantilly.

sexta-feira, setembro 18, 2009

Notas Cor de Rosa em Torno da Campanha Eleitoral (III)

Acho que, grosso modo, eu e a Diana podíamos governar o mundo ao Domingo de manhã, se saíssemos ao Sábado e houvesse vinho do Porto branco.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Notas Cor de Rosa em Torno da Campanha Eleitoral (I)

Será que, em plena feira, o Paulo Portas tem as ânsias que eu tive em Marrocos em frente às Vuitton da feira e pensa «Esta camisa Façonnable é tão fofa e está tão em conta...»?

sexta-feira, setembro 11, 2009

Gatos Marroquinos, Gatos Portugueses







Cat Stevens e Don(n)a Mia no seu melhor. Dos gatos marroquinos não sei, naturalmente, o nome.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Marrocos (II)


Motivos pelos quais os Marroquinos não poderão, estou certa, ser felizes: certamente ninguém será feliz num país em que se calça isto.

terça-feira, agosto 18, 2009

Marrocos (I)

Coisas em que eu não quero pensar:

- Nas frutinhas, saladinhas e sumos com gelo que bebi;

- Em quantos marroquinos terão bebido pelo copo pelo qual eu também bebi sumo de laranja, numa barraquinha em plena praça em Marraqueche, num momento de fraqueza;

- Nos métodos de lavagem dos copos;

- Na minha pegada ecológica num país em que não há caixotes do lixo vulgares, quanto mais ecopontos;

- No facto de, Deus me livre, ter deitado uma garrafa de água para o chão, depois de a ter carregado cerca de uma hora de passeio, sem nunca ter visto um caixote do lixo.

terça-feira, julho 21, 2009

Terapia Bioenergética

A Psicologia é uma coisa séria. A sério que sim.

Eu sei o que as pessoas acham. Que os psicólogos sabem tudo, que adivinham as suas intenções mais secretas e horrendas, que saberão os seus segredos mais profundos. Às vezes, fantasio que as pessoas acham que eu saberei, só de lhes olhar para os olhos, de relance, coisas escabrosas, como terem comido chocolates do chão sujo ou não lavarem as mãos depois de fazer chichi. Ou fantasiarem ser espancadas. Com mordaças bafientas na boca e as mãos atadas a uma cama.
Em alternativa, algumas pessoas consideam que os psi´s não sabem nada, que a psicologia são tretas e pessoas estranhas com manias esquisitas, que não resolvem problemas. Que é curso de miss (e, Deus me livre, é um bocado). Que uma alma atormentada deve resolver-se sozinha e que as pessoas a sério não precisam de terapia e que lavem as suas feridinhas, e rápido. As pessoas que dizem isto são, invariavelmente, brutalmente defensivas, mas isto não vem ao caso agora.

Acredito, e acredito mesmo, que a grande maioria das pessoas podia mesmo, mas mesmo, beneficiar com terapia. Não me apetece explorar muito o assunto, mas quem não tiver arestas de personalidade para limar, quem achar que não podia ser mais assertivo, confiante ou coisa que o valha devia, tendo dinheiro para isso,deve procurar um terapeuta já. Os outros, têm então essas limitações para resolver.


Mas tudo isto para vos dizer que no dia em que tiverem dinheiro, tempo e juízinho para se deitarem no divã, procurem um divã decente. E com isto, refiro-me não à qualidade do dito, mas à postura do terapeuta que vos ouvirá.

Uma amiga contou-me há algum tempo que o namorado fez terapia bioenergética. Da referida terapia constava, entre outras coisas, ser espezinhado pelo terapeuta com toda a força, até ter coragem para dizer um assertivo e dorido «chega», ou carregar almofadas como símbolo de todas as pessoas que se carrega às costas ou ao colo. Medo, medo, medo.

Cognitivo comportamental, dinâmico, narrativo, o terapeuta que quiserem. Mas um terapeuta bioenergético, por favor, não. Vocês não querem pagar 80 euros à hora para alguém se saltar em cima das vossas costas enquanto o grupo observa, até dizerem «não». Por muito avariados que estejam, não querem.